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Seminário das APAEs reúne cerca de 600 pessoas na Assembleia Legislativa

6 de mai. de 2022
4 min de leitura

Iniciativa do deputado Paparico Bacchi, presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Apaes e da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, apresentou os projetos e demandas das 206 APAEs do RS.


Foto: Irineu Fontela
O primeiro seminário das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) reuniu, na quinta-feira (5), cerca de 600 pessoas no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. A iniciativa do deputado Paparico Bacchi – presidente da Frente Parlamentar em Defesa das APAEs e da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do parlamento gaúcho – foi realizada com apoio da Federação das APAEs do Rio Grandes do Sul (Feapaes) para apresentar os projetos e demandas das 206 APAEs em atividade no RS.

No ato, o presidente da Feapaes, Afonso Tochetto, entregou ao parlamentar o documento com as principais demandas para ampliar o atendimento com excelência nos serviços prestados às pessoas com necessidades especiais. As reivindicações apresentadas pela federação reforçam a falta de recursos para custear serviços e investir na infraestrutura das APAEs, além de destacar ações que devem sair do âmbito das iniciativas de governo para consolidar políticas públicas estaduais e nacionais.

Paparico Bacchi abriu o evento destacando que “as APAEs são nossos anjos da guarda.” De acordo com o deputado, essa afirmação define a importância da entidade na vida das famílias com filhos especiais. Lançada em agosto de 2020, a Frente Parlamentar em Defesa das APAEs se tornou uma das principais bandeiras das ações parlamentares do deputado Paparico Bacchi para ampliar o conhecimento das autoridades governamentais e de toda a sociedade gaúcha a respeito do contexto atual das entidades assistenciais que atendem mais de 15 mil pessoas no Rio Grande do Sul.

“Há muitas coisas que nos unem e o meu histórico familiar me colocou no caminho para defender a ‘bandeira’ das APAEs, com apoio de 40 deputados signatários da frente parlamentar. Aqui não fala um homem que busca encontrar na dor das famílias o palco para o seu discurso. Fala um pai que a vida presenteou com filhos especiais e graças a eles me tornei um homem diferente, de coração sensível”, afirmou o deputado Paparico Bacchi.

Auxílio às famílias
O deputado Paparico Bacchi ponderou que a legislação federal relacionada aos benefícios para os familiares e cuidadores de crianças especiais precisa ser melhorada. “Em geral as famílias empobrecem frente às dificuldades que enfrentam no dia a dia. Há gastos expressivos e constantes com medicamentos. As mães muitas vezes são abandonadas pelos maridos e têm dificuldades para conciliar o trabalho com os cuidados que um filho especial exige. Muitas nem conseguem trabalhar”, ressaltou o deputado Paparico – que também defende melhorias na Lei Orgânica da Assistência Social para aumentar o prazo previsto na contribuição previdenciária de pais e mães que trabalham, atualmente fixado em um ano. A lei que fixa salário para pais com filhos especiais, que não contempla a maioria das famílias nessa situação, também foi referida pelo deputado como exemplo de legislação a ser ampliada. Paparico Bacchi também mencionou que é necessário reduzir a jornada de trabalho para as mães de filhos com necessidades especiais.
Recursos públicos
Autor das emendas parlamentares no valor total de R$ 1 milhão de reais, indicadas para auxiliar no trabalho de APAEs, o deputado Paparico Bacchi destacou no seminário que o valor é insuficiente para atender todas as demandas das instituições.

Paparico Bacchi reforçou um dos grandes objetivos do seu trabalho parlamentar: tornar as APAEs do RS referência em estrutura física de atendimento para o país. Neste contexto, afirmou que a federação deve prospectar até o final do ano o montante necessário para qualificar toda rede apaeana, para poder reivindicar emendas parlamentares da bancada gaúcha no Congresso Nacional, que são mais expressivas. Até o momento, as APAEs não recebem esses aportes federais.
A emoção tomou conta do discurso realizado pelo presidente da federação das APAEs, Afonso Tochetto. “Realizamos um trabalho de primeiro mundo com o apoio da comunidade e precisamos sair do bom relacionamento com os governos para ações efetivas do poder público”, afirmou Tochetto. O presidente da federação mostrou valores comparativos de Santa Catarina e Paraná com o RS, que recebe em torno de R$ 30 milhões anuais, enquanto os dois estados vizinhos dispensam valores mais elevados por meio de fundos sociais.
Foto: Irineu Fontela
“Somente 65 APAEs no RS recebem valores do Sistema Único de Saúde. As demais 142 instituições têm financiamento próprio e apoio comunitário. A área da saúde está defasada, é humilhante. Os recursos do SUS para consultas neurológicas, fonoaudiológicas e de fisioterapia são muito baixos”, ponderou Tochetto.
“As APAEs são importantes para nos ajudar a viver com dignidade e segurança. Precisamos de auxílio financeiro para que as instituições continuem a realizar o trabalho fundamental na área da educação, grupos de convivência, serviços de assistência social e saúde”, afirmou Diana Rossi – autodefensora da APAE.

Também discursaram alguns dos 18 coordenadores da federação. Marcelo da Silva destacou as necessidades na área da Assistência Social; Joseane Toelbe discursou sobre o contexto familiar; Lúcia Centena falou sobre a área da Educação; e Fernanda Girardi a respeito da Saúde. A secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Igualdade, foi representada por Marilei Pereira e da plateia diversas pessoas manifestaram-se para expor as dificuldades cotidianas e solicitar empenho na promoção de políticas públicas
Foto: Irineu Fontela

 
 
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