Paparico Bacchi protesta contra o veto do Marco Temporal

Nesta terça-feira (24), na reunião ordinária da Comissão de Assuntos Municipais da AL, o deputado Paparico Bacchi repudiou o veto do Presidente Lula ao Projeto de Lei do Marco Temporal, realizado na última sexta-feira (20).
Para o parlamentar, a decisão do chefe do Executivo Federal é uma perseguição aos produtores rurais e complementa: “Lula está rasgando a Constituição Brasileira, porque vetou os principais pontos do projeto. Tenho dialogado permanentemente com a nossa Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) em Brasília, com o senador Heinze, com o senador Mourão, com o deputado Giovani Cherini e os nossos deputados federais para conseguir a maioria absoluta na Câmara dos Deputados e no Senado, e derrubar o veto do presidente”, explicou Paparico.
O deputado também mencionou o município de Vicente Dutra, no Noroeste do RS, como exemplo de região que está sendo assolada pelas demarcações de áreas indígenas: “Temos 230 famílias em 711 hectares neste município e os indígenas que estão lá estão reivindicando inclusive parte do perímetro urbano. Isso é bom acontecer pois as pessoas pensam que as demarcações de terras são coisas somente da área rural, mas já não é”, explicou Bacchi.
Hoje, no RS, já são 621 áreas demarcadas, 120 estão em estudo e 487 foram reivindicadas. Ou seja, o Brasil vai destinar aos povos originários uma área correspondente a 38,4% do território da Europa. “Não há como concordarmos com esta arbitrariedade. Precisamos cobrar da base do presidente Lula e pedir que ele reveja essa decisão”, protestou o deputado.
Paparico alertou quanto à possibilidade de áreas urbanas de Porto Alegre serem alvo das demarcações de terras indígenas: “O Lami e a Lomba do Pinheiro também serão áreas demarcadas para os povos originários. As pessoas estão no seu lar e, de repente, vão ter de desocupar sua casa, seu apartamento e, com isso, vamos nos deparar com um Brasil anarquizado pela irresponsabilidade do presidente da República que se elegeu, dizendo defender os pequenos, mas coloca os pequenos agricultores numa situação muito delicada”, concluiu o parlamentar.

