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Paparico Bacchi diz que fracasso do leilão do Bloco 2 confirma alertas da CPI dos Pedágios

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura


O presidente da CPI dos Pedágios, deputado estadual Paparico Bacchi, afirmou que o fracasso do leilão do Bloco 2 das concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul confirma os alertas feitos pela comissão sobre a necessidade de rever o modelo proposto pelo governo do Estado.


Para o parlamentar, a ausência de interessados não deve ser tratada como culpa da CPI, mas como sinal de que o projeto precisava ser reavaliado.


“É motivo de comemoração, sim, porque reforça aquilo que sempre dissemos: o modelo precisava ser revisto. A CPI não afastou investidores. A CPI revelou fragilidades. Se o projeto era tão seguro, tão atrativo e tão bom para o Rio Grande do Sul, por que nenhum interessado apareceu?”, questionou Paparico.


O deputado destacou que a comissão nunca se posicionou contra investimentos em infraestrutura, mas contra a imposição de tarifas consideradas abusivas à população gaúcha.


“Nós queremos estradas melhores, queremos segurança e queremos desenvolvimento. O que não aceitamos é que a conta caia sempre no bolso de quem trabalha, produz e depende das rodovias todos os dias”, afirmou.


Paparico também defendeu que o governo utilize os R$ 1,5 bilhão previstos para obras urgentes nos trechos dos Blocos 1 e 2. Segundo ele, esse recurso deve ser aplicado diretamente na melhoria das rodovias, enquanto novas alternativas são estudadas para complementar os investimentos necessários.


“O que estamos reforçando é muito claro: usem esse R$ 1,5 bilhão para iniciar as obras nos Blocos 1 e 2. Façam o que é urgente. E, para aquilo que faltar, que o governo sente, estude e apresente alternativas viáveis, sem empurrar um modelo pesado para cima dos gaúchos”, disse.


O parlamentar afirmou ainda que a CPI cumpriu seu papel ao ouvir a população, questionar contratos e colocar luz sobre um tema que impacta diretamente produtores rurais, transportadores, trabalhadores, empreendedores e famílias em diferentes regiões do Estado.


“É difícil quando tentam transformar fiscalização em culpa. Mais difícil ainda é quando parecem não acreditar no povo gaúcho. O produtor avisou que a conta não fecha. O transportador avisou que cada tarifa encarece tudo. A população avisou que não aguenta mais pedágio pesado. A CPI apenas deu voz a quem já vinha sendo ignorado”, declarou.


Para Paparico, o resultado do leilão deve abrir uma nova etapa de discussão sobre o futuro das rodovias estaduais.


“O povo gaúcho não é contra desenvolvimento. O povo gaúcho é contra pagar uma conta injusta. Estrada boa, sim. Pedágio abusivo, não”, concluiu.

 
 
 

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