Governador Recua e não Comparece à CPI dos Pedágios
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O governador Eduardo Leite recusou o convite para comparecer à CPI dos Pedágios, alegando “compromissos institucionais previamente agendados”. A justificativa foi encaminhada pelo chefe de gabinete, coronel Euclides Maria da Silva Neto, em resposta ao ofício oficial da Comissão, que havia solicitado a indicação de data para oitiva dentro do prazo e se colocado à disposição para ajustar a agenda conforme a disponibilidade do governador .
A ausência contrasta com declaração anterior do próprio governador, que afirmou que não precisaria ser convocado formalmente, pois faria questão de comparecer como convidado. À época, o gesto já havia sido interpretado como uma possível manobra para evitar a obrigatoriedade de presença. Agora, com a recusa formal, o cenário se confirma.
Nos bastidores, cresce a percepção de que há articulação da base governista para impedir o avanço da CPI. A negativa do governador reforça esse movimento e levanta questionamentos sobre a disposição do Executivo em prestar esclarecimentos sobre os contratos de concessão investigados.
O presidente da CPI, deputado Paparico Bacchi, reagiu com firmeza. “Não vou aceitar que a população gaúcha seja prejudicada dessa forma. O governador disse que viria espontaneamente, agora recua. Se for preciso, faremos uma nova CPI para garantir que a verdade venha à tona.”
A CPI dos Pedágios foi instaurada para apurar inconsistências técnicas apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que podem ter contribuído para a elevação das tarifas de pedágio a patamares considerados abusivos. Para o colegiado, o comparecimento do governador seria peça-chave para esclarecer decisões centrais do modelo adotado.





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