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Fazenda do Socorro, de Vacaria, é reconhecida como de relevante interesse histórico e cultural

30 de mai. de 2023
2 min de leitura

A “Fazendo do Socorro”, patrimônio cultural de Vacaria – na região dos Campos de Cima da Serra, foi reconhecida como de relevante interesse histórico e cultural do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Projeto de Lei 407/21, de autoria do deputado estadual Paparico Bacchi (PL). A proposta obteve aprovação unânime dos 47 parlamentares presentes na sessão plenária desta terça-feira (30).


“Nossa proposta vem resgatar esse monumento histórico em âmbito estadual”, afirmou o deputado Paparico Bacchi durante o seu discurso na Tribuna do Plenário 20 de Setembro, onde destacou que o projeto apresentado em 2021, resgata a proposta inicial apresentada pelo ex-deputado Francisco Appio.


A justificativa do projeto destaca que a Fazendo do Socorro, uma das mais antigas do RS, tem sua origem no século XVIII, quando os paulistas de Sorocaba vinham aos campos da “Vacaria dos Pinhais” buscar gado e comprar muares para o serviço em Minas Gerais. As terras da fazenda foram doadas em “sesmaria”, por ato do governador-geral do Brasil, general Gomes Freitas de Andrade – conde de Bobadelha – ao paulista José de Campos Brandenburgo, conhecido popularmente por “Pai Adão”. Informações do contexto histórico local destacam que a fazenda chegou a ter mais de 20.000 (vinte mil) hectares, onde desenvolveu uma grande cultura pecuária e a maior parte dos prédios foram construídos em torno de 1770.


Em 2007, o município de Vacaria tomou o local por todo o acervo histórico, arquitetônico e cultural dentro do contexto da história do município e do estado, por ser o primeiro estabelecimento rural do Rio Grande do Sul a possuir instalações completas de fabricação de laticínios e de conserva de carne (charque) em condições modernas e higienizadas. No local, foi construída uma capela com o nome da padroeira, Nossa Senhora do Socorro, que possui o altar da Igreja do Rosário de Porto Alegre, adquirido por ocasião da demolição em 1952. Emenda Uma emenda apresentada ao projeto, dos deputados Matheus Gomes (PSOL) e Luiz Fernando Mainardi (PT), garante que o processo de patrimonialização leve em consideração o histórico de trabalho escravo no local. A emenda também foi aprovada de forma unânime, com 47 votos favoráveis.

 
 
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